Descubra as mensagens nos bancos do Central Park

Desde a criação do programa “Adote um banco”, os bancos do Central Park estão cheios de mensagens pessoais. Venha passear pelo parque!

Descubra as mensagens nos bancos do Central Park

Os bancos do Central Park estão cheios de mensagens

  • “Michelle, quer se casar comigo? Com todo o meu amor, John”… Eu estava tão concentrada no jornal que nem percebi que estava encostando as costas em um pedido de casamento! O Central Park é realmente um lugar incrível! É muito mais do que um parque… Entrei para aproveitar o sol da primavera. A ideia era só caminhar um pouco entre as árvores floridas e deitar na grama, sem me deixar distrair pelos esportistas superativos. Resultado: aqui estou eu, percorrendo as alamedas e examinando cada banco, em busca das histórias mais bonitas.
  • Os bancos do Central Park lembram a seção de “Recados pessoais” de alguns jornais. Gravados em pequenas placas fixadas nos encostos, pedaços de histórias se espalham pelo meio do verde.
  • Desde 1986, com o programa “Adote um banco”, qualquer pessoa pode ajudar na conservação do parque e, ao mesmo tempo, ter a satisfação de colocar uma placa em “seu” banco e escrever nela… praticamente o que quiser!
  • Como é primavera e acabei de passar três horas anotando o máximo de mensagens possível, caminhando 9 ou 10 quilômetros, posso afirmar com alegria: a maioria dos bancos do Central Park conta histórias de amor.

Declarações de amor nos bancos do Central Park

  • “Angie, será que já pedi você em casamento hoje?…”. Atrás do MET de Nova York, um homem aposta na sobriedade e na objetividade: “Case comigo, Annie!”. Mais adiante, outra declaração tem um estilo mais poético: “Ao meu cavaleiro de armadura reluzente, o amor da minha vida!”… Minha imaginação dispara. Michelle, Annie, Angie… Vocês disseram “sim”?… Ou acharam o pedido um pouco… exagerado?… Então, numa curva do caminho, me deparo com uma declaração surpreendente: “Eu te amo e mal posso esperar para me casar com você… mas, se a gente brigar, você sempre pode dormir aqui!” Romântico ou meio meloso, espero que ela tenha dito sim!
  • Fragmentos de histórias acompanham minha caminhada. As mensagens de amor não são só para noivas. Algumas atravessam o tempo para lembrar de alguém. “Meu amado era meu e eu era dele”. Um grupo de vizinhos presta homenagem a um amigo: “Em memória de Larry Polshansky (1942-1996)”. Fico parada diante do sóbrio e misterioso “H.B.P. 1889-1984”. E não resisto a me sentar ao lado de uma placa comovente: “Em memória de Marian W. Fischman (1939-2001) que, entre todos os cantos maravilhosos de Nova York, amava especialmente o Central Park. Forever loved. Forever missed. Herb Kleber”. Posso estar exagerando, mas gosto de acreditar que Marian Fischman e Herb Kleber tiveram uma vida longa e feliz juntos.
  • Às vezes tenho a impressão de estar invadindo a intimidade das pessoas. Principalmente quando, de frente para o lago, o Tenente Nathan Polsky lembra que costumava se sentar justamente ali com Janet, o amor da sua vida. Isso foi pouco antes de ele partir para a guerra, do outro lado do oceano. Um pouco adiante, há outro banco onde Maldwyn Edwards passava horas trabalhando em sua tapeçaria…
  • “Hoje é o primeiro dia do resto da sua vida”; “Sente-se. Relaxe. Respire fundo. E aproveite o seu dia”. Obrigada, Linda C. Kobetitsch, pelo incentivo. “Paz de espírito, pensamentos generosos, felicidade eterna”… Quase me deu vontade de calçar patins… Mas, ao chegar ao lado oeste, o cansaço começa a bater. Sem nenhuma cerimônia, me deixo cair em um último banco. “What a joy, this park!” Você tem toda a razão, Mark!

Como colocar sua mensagem em um banco do Central Park

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