Rockefeller Center: uma cidade dentro da cidade em Nova York
O Rockefeller Center fica no coração de Nova York. Seus 19 edifícios reúnem escritórios, lojas e restaurantes, além do Radio City Music Hall.

O que você precisa saber sobre o Rockefeller Center
- O Rockefeller Center é um complexo de prédios construído em Nova York a partir de 1929, por iniciativa do empresário e magnata do petróleo John D. Rockefeller. Os 14 primeiros edifícios ficaram prontos em 1940. É uma verdadeira cidade dentro da cidade, com escritórios, lojas, restaurantes, teatro e até agência dos correios.
- O complexo tem um lindo estilo Art Déco, com linhas geométricas e muita simetria. Hoje, o Rockefeller Center é tombado como patrimônio histórico.
- O trecho da West 47th Street entre a Avenue of the Americas e a Fifth Avenue ganhou o apelido de “Diamond Row”, a rua dos diamantes. Ali, você encontra uma concentração incrível de joalherias e lapidadores de diamantes. Que tal levar uma lembrança?

O que ver no Rockefeller Center?
- Aos pés do Comcast Building, a Rockefeller Plaza é o coração do complexo. No verão, o espaço para pedestres é ótimo para curtir o dia. No inverno, a praça recebe uma pista de patinação, com uma enorme árvore de Natal ao fundo. O Top of the Rock também reúne algumas lojas emblemáticas, como as de brinquedos FAO Schwarz, Nintendo e Lego.
- Perto da esquina entre a Fifth Avenue e a 49th Street, você vai ver a estátua de Atlas carregando o mundo. É uma escultura monumental, obra de Lee Lawrie.
- Na Avenue of the Americas, a fachada reluzente do Radio City Music Hall não passa despercebida. É uma das casas de espetáculos mais lendárias de Nova York.
- No centro do Rockefeller Center, o Comcast Building tem 259 metros de altura. Suba até o último andar, no “Top of the Rock“: esse mirante, reaberto em novembro de 2005, oferece uma vista espetacular de Nova York. No horizonte, você vê o Central Park, o bairro de Midtown e o Empire State Building. Vale muito a pena subir! Você pode comprar seus ingressos para o mirante do Top of the Rock aqui no site da CNEWYORK.
- No inverno, de meados de outubro ao fim de março, uma pista de patinação é montada no coração do complexo. Ela é muito disputada, então reserve seus ingressos com a maior antecedência possível. Confira a página da pista de patinação do Rockefeller Center.

O Rockefeller Center em fotos





A história do Rockefeller Center
Construído entre 1932 e 1940, em plena Midtown, o Rockefeller Center continua sendo o maior complexo autônomo dos Estados Unidos. Conheça a história do “coração de Nova York”.
Philippe Latger
- Para os fãs do Batman, o Empire State Building guarda o assustador mastro de atracação para dirigíveis, e o Chrysler Building, suas gárgulas de aço inoxidável. Mas é no Rockefeller Center que você encontra as linhas e o clima de Gotham City, a estética dos anos 1930 em sua versão mais suntuosa e inquietante.
- Coordenado por Raymond Hood, o monumental Rockefeller Center é fruto do trabalho de sete arquitetos. Os artistas mais badalados da época deixaram sua marca ali. Entre eles, Lee Lawrie, Isamu Noguchi e o famoso Diego Rivera, cuja obra no saguão do principal arranha-céu, o atual GE Building, não sobreviveu à inauguração oficial. No último instante, foi substituída pelo mural de um catalão de Barcelona que já trabalhava na obra, Jose Maria Sert.
- Quando o local foi tombado como patrimônio, em 1985, ganhou o título de “Coração de Nova York”. Com seus 19 prédios reunidos em plena Midtown, entre a Quinta e a Sexta Avenida, continua sendo o maior complexo autônomo dos Estados Unidos. Cerca de 60.000 pessoas trabalham ali todos os dias, e 175.000 visitantes passam por lá, principalmente para subir ao terraço do Top of the Rock, um dos mais belos panoramas de Nova York. Uma cidade dentro da cidade. Mas, no início, o sucesso não era nada garantido.
- Foi em um terreno alugado da Columbia University que o bilionário John D. Rockefeller concebeu esse projeto ambicioso, que devia rivalizar com Wall Street. Ele pretendia até abrigar a nova Metropolitan Opera House. Mas a economia desabou com a quebra da Bolsa em 1929, e a nova Ópera só abriu as portas em 1966, no Lincoln Center. Mesmo assim, Rockefeller não abandonou o projeto. Ficou o centro empresarial e, no lugar da Ópera, um palácio de entretenimento popular: o Radio City Music Hall, casa lendária das Rockettes, dos espetáculos de Natal e de várias premiações, como o Tony Awards, que reconhece os melhores musicais da Broadway.
- Apesar da crise, o bilionário viu o lado bom: materiais e mão de obra estavam baratos. Em 1931, ele deu início às obras, também por motivos filantrópicos. No auge da depressão, a construção dos 14 primeiros arranha-céus empregou 225.000 pessoas até 1940.
- Aberto para a Fifth Avenue, um jardim em forma de corredor, entre a Maison Française e o British Building, só podia se chamar Channel Gardens. No fim da perspectiva, o GE Building, concluído em 1939, com 60 andares, o mais alto do complexo, domina a Lower Plaza e o Prometeu de Paul Manship. É ali que, nas festas de fim de ano, ficam a pista de patinação e a árvore de Natal do Rockefeller Center, a maior árvore de Natal da cidade. É fácil imaginar os flashes dos jornalistas durante o discurso do prefeito, à espera do Homem-Morcego, criado por Bob Kane e Bill Finger no mesmo ano.
- Diante da Catedral de São Patrício, o musculoso Atlas de bronze de Lawrie carrega uma esfera armilar em frente ao International Building. Ele dialoga com News, outra obra-prima Art Déco: uma escultura mural em aço, assinada por Noguchi, sobre a porta do Associated Press Building.
- Por fim, passe sob A Sabedoria, o mural da entrada principal do General Electric Building, para conhecer o famoso saguão decorado por Jose Maria Sert. Sua pintura veio apagar a obra subversiva de Diego Rivera, que teve o mau gosto de incluir ali um retrato… de Lênin. Algo incompatível com a ideia de progresso no estilo americano.