Visitei o One World Observatory para você

Aberto desde 29 de maio de 2015, o One World Observatory é o novo mirante no topo do One World Trade Center. Veja o meu veredito!

Visitei o One World Observatory para você

Como apaixonado por Nova York, faz anos que eu esperava ansioso pelo novo mirante no topo da torre One World Trade Center. Quando ele ia abrir, afinal? Depois de tanto tempo de espera, a empolgação estava a mil quando entrei no observatório. Aqui vai a minha opinião, no formato “gostei” e “não gostei”.

Gostei: a ambientação

Pare um pouco diante das entrevistas. (Foto Didier Forray)
Pare um pouco diante das entrevistas. (Foto Didier Forray)
  • Antes de chegar ao topo da torre, você passa por um percurso pensado para entrar aos poucos no clima. Ele começa com uma tela gigante que mostra, em tempo real, a nacionalidade dos visitantes cujo ingresso acabou de ser escaneado. Depois vêm corredores compridos com vídeos da construção da torre, com depoimentos de quem trabalhou no projeto. Algumas falas são um pouco grandiosas demais, mas os filmes trazem muitas fotos inéditas.
  • A passagem por rochas de papelão que reproduzem as fundações da torre tem um ar meio ingênuo de Disneyland, mas prepara muito bem para a etapa seguinte: a subida de elevador. E aqui vai uma dica, sem estragar a surpresa: dê um jeito de ficar bem junto às portas do elevador. Durante a subida, um filme incrível em imagens de computação gráfica é projetado nas paredes. De tirar o fôlego! Outra surpresa espera por você lá em cima, mas chega de spoiler. Não quero tirar a graça.

Gostei: a vista

A vista da Ponte do Brooklyn. (Foto Didier Forray)
A vista da Ponte do Brooklyn. (Foto Didier Forray)
  • Lá em cima, a vista está mesmo à altura das expectativas, e sem trocadilho! O Financial District e a Ponte do Brooklyn ficam aos seus pés. Um pouco mais adiante, é uma vista de helicóptero da Estátua da Liberdade e de Ellis Island. Ao norte, o panorama também é espetacular, com Manhattan, o rio Hudson, o Empire State Building, o Chrysler Building e o Summit ao longe. De repente, você percebe que está no ponto mais alto dos Estados Unidos!
  • Minha dica é não ter pressa e se sentar, onde der, junto às vidraças para curtir o espetáculo, principalmente do lado da vista de cima da marina do World Trade Center e do lado da Ponte do Brooklyn. Você também vai ver o movimento no porto, com as balsas de Staten Island e os navios de cruzeiro. Sem falar no vaivém de helicópteros, alguns voando mais baixo que a torre!

Não gostei: os reflexos nos vidros

O reflexo nos vidros... (Foto Didier Forray)
O reflexo nos vidros… (Foto Didier Forray)
  • Depois de dar uma primeira volta para admirar a vista, chega a hora de pegar a câmera. E aí a coisa complica. Nenhum dos 3 andares do One World Observatory tem área externa, ao contrário do Empire State Building e do Top of the Rock. Resultado: só dá para fotografar através dos vidros do prédio. E não é nada fácil, de tanto reflexo.
  • Minha dica para as fotos: escolha os cantos das vidraças e encoste a lente no vidro. Que pena não ter acesso ao ar livre, como acontecia no antigo observatório do World Trade Center.

Não gostei: o barulho

  • Quando a multidão chega, o andar principal do One World Observatory vira rapidamente um aquário que ecoa. A cada 20 minutos, mais ou menos, apresentações sobre Nova York aumentam ainda mais o nível de ruído, que já é alto. As apresentações são interessantes, com explicações sobre os bairros de Nova York e o que ver e fazer na cidade, mas por que colocar esses espaços bem em frente às duas principais vistas, norte e sul? No fim, você fica com a cabeça cheia, e isso é uma pena. Mas, em vez de um longo discurso, veja um vídeo curtinho para ter uma ideia da barulheira: 20 segundinhos já bastam!

Não gostei: o lado ultracomercial

O aluguel de iPads... (Foto Didier Forray)
O aluguel de iPads… (Foto Didier Forray)
  • Outra coisa que me decepcionou, e até irritou: a sensação de ser tratado como uma carteira ambulante. Começa na saída dos elevadores, com um desvio criado só para você passar na frente dos estandes de aluguel de iPads. Ali, vários vendedores abordam todos os visitantes, e um deles grita no microfone elogiando o iPad, como num souk. Preço do aluguel: US$ 15…
  • E continua mais adiante, com a inevitável foto de lembrança, por quase US$ 30. Dá para escapar pegando a fila da esquerda, mas você vai receber uns olhares tortos. A loja, por sua vez, fica no próprio andar do observatório, e isso diminui o espaço disponível.
  • Além disso, ela está estrategicamente posicionada no caminho da descida. Lá embaixo, no pé da torre, outros vendedores esperam para garantir que você compre mesmo a sua foto de lembrança. Parece até feira livre!

Não gostei: a disputa por cadeiras

Cadeiras são raras na lanchonete! (Foto Didier Forray)
Cadeiras são raras na lanchonete! (Foto Didier Forray)
  • Outra decepção lá em cima: não há onde se sentar. O enorme espaço do observatório, no 100º andar, não tem nenhum banco nem cadeira! Parece que os visitantes são convidados a dar uma volta e ir embora. Se quiser se sentar, vai ter que se contentar com os pequenos parapeitos junto às vidraças. Ou pedir uma bebida na lanchonete. Mas nem lá você tem garantia de conseguir uma cadeira.
  • Curiosamente, o número de cadeiras em volta das mesas é bem insuficiente, e é uma correria assim que uma delas vaga. Repito: dá mesmo a impressão de que você deve dar a volta rapidinho e descer. Nada a ver com os confortáveis bancos de madeira dos terraços do Top of the Rock. Esperamos que o One World Observatory repense isso.

Veredito: vale a pena visitar o One World Observatory?

Vista do Financial District. (Foto Didier Forray)
Vista do Financial District. (Foto Didier Forray)
  • Com 2 “gostei” contra 4 “não gostei”, preciso admitir que os “gostei” pesam muito mais. Sim, sim, sim: você precisa conhecer o novo observatório! A vista de tirar o fôlego é a grande promessa, e ela é cumprida, mesmo com alguns inconvenientes e falhas. O ponto de vista na ponta sul de Manhattan é um atrativo e tanto, já que o Empire State Building e o Top of the Rock oferecem vistas de Midtown.
  • Para quem conheceu as antigas Torres Gêmeas, essa vista espetacular também tem um lado emocionante, já que o observatório fica na mesma altura do antigo observatório do World Trade Center e quase no mesmo lugar. Não deixe de olhar para o memorial do 11 de setembro: você vai ver o fundo das piscinas, escavadas nas fundações das antigas torres.
  • Uma última palavra para definir a vista: inesquecível!
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